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Missiologar é preciso
Dialogar sobre missões vai nos permitir construir conceitos, quebrar velhos paradigmas, pensar em outras estratégias que promovam a glória Dele, o único que merece nossa devoção
A ideia aqui é falar sobre missões, num contínuo diálogo pluralista e construtivista. Promover uma discussão aberta e participativa; até mesmo porque, caso contrário será um discurso em vez de um diálogo. A interação é fundamental para construção do novo. E, embora possa parecer pretensioso, não desprezamos o que de novo possa surgir, uma vez que o universo do saber é vasto e rico, sempre aberto a novas possibilidades.
Queremos juntos pensar na chamada universal, evangelho integral, missão urbana e rural, ministério transcultural, dentre outras coisas correlacionadas. Pensaremos no ‘evangelho pleno’ para o ‘homem pleno’, que na ausência de plenitude escolheu rascunhar a vida, ao invés de viver o lindo traço das mãos do Desenhista do universo. Dialogar sobre missões vai nos permitir construir conceitos, quebrar velhos paradigmas, pensar em outras estratégias que promovam a glória Dele, o único que merece nossa devoção.
Missiologar não é apenas teorizar, mas rever as práticas e a missiologia por nós herdada, rompendo com os invólucros das ataduras culturais, que muitas vezes nos prendem a conceitos herdados, que não foram devidamente maturados, antes sim, recebidos da autômata matemática das sinapses desprovidas da crítica construtiva, daquilo que não se permite questionar por não haver respostas, especialmente para a pós-modernidade pungente.
O desafio é exercitarmos o cérebro, criarmos músculos cerebrais, até porque a massa cinzenta não sente dor, facilitando um continuo exercício sem fadiga. Isso pode se tornar um prazer, o que espero que se torne, para que assim nosso “missiologar” passe a ser um gozo a cada nova edição, das muitas páginas que poderemos construir juntos, do prazer de saber que vivemos com propósito, do sentido que dá sentido a vida, de alguém que traçou a linha da existência e permitiu que nos tornássemos co-participantes.
Podemos fazer história e cumpri-la à deriva da nossa existência. Como sujeitos de nossa própria história podemos escrever, reescrever, editar e reeditar, contribuindo para algo maior, um sonho compartilhado com a humanidade de sermos representantes Dele em detrimento da falha daqueles que para isso foram destinados, ou noutras palavras, para os mais ortodoxos, eles cumpriram a parte deles, sendo a nossa vez com a nomenclatura de Igreja, sem pretensões religiosas, até porque de religiosidade ala sepulcro caiado a sociedade está cheia. Acho que certas coisas ainda não mudaram na velha pragmática memória genética da humanidade.
Enfim, fica o convite pra caminharmos juntos nessa trajetória.
Até a próxima edição, para juntos pensarmos nas origens desse nosso “missiologar”.
Pormechor tapailai assis diun! (Deus o abençoe)
Emerson Menegasse
É teólogo, filósofo e psicoanalista. Missionário no Nepal, onde coordena o ""Projeto Nepali"
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