Epístola
da redação
Ficção ou Blasfêmia?
Desde a origem do cristianismo, os postulados da fé são freqüentemente combatidos, ou pelo menos questionados. Mas o que mais incomoda aqueles que professam seguir a fé cristã são as dúvidas lançadas acerca da divindade ou da santidade de Cristo. Coisa que o escritor Dan Brown soube fazer muito bem em seu romance O Código da Vinci. No livro, que virou best-seller com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, o autor constrói uma história rocambolesca que mistura crime, mistério e uma suposta conspiração milenar visando a esconder da humanidade que Jesus, quando viveu na Terra, teve um envolvimento amoroso com sua seguidora Maria Madalena.
Mentira? Escândalo? Blasfêmia? Um pouco de tudo. Mas os efeitos do livro de Brown, pelo que se vê, foram muito além do mero espanto. São os desdobramentos desta obra, de repercussão mundial, que ECLÉSIA escolheu como tema para sua capa nesta edição. A polêmica, certamente, já é do conhecimento dos leitores, mas aqui procuramos aprofundá-la e trazer àqueles que não leram O Código da Vinci mais informação sobre uma discussão que, embora baseada num devaneio de ficcionista, envolve a própria credibilidade do cristianismo.
Nesta edição, também, trazemos a segunda parte da reportagem/levantamento sobre a atuação da Igreja Evangélica brasileira nas missões transculturais. Você vai ficar sabendo que há muitas dificuldades, mas que o caminho para superá-las não é tão difícil de ser trilhado - muitas vezes, trata-se apenas de uma questão de motivação. E leia também a divertida matéria de Marcelo Santos sobre o "evangeliquês", o idioma mais falado pelos crentes.
Boa leitura e até a próxima!
Carlos Fernandes
Editor |