Epístola
da redação
Independência e responsabilidade
Numa mesma semana de maio, ECLÉSIA comemorou a conquista do Prêmio Areté 2005 como a melhor revista evangélica do Brasil, segundo o júri da Associação Brasileira de Editores Cristãos, e também esteve no olho do furacão. A reportagem A maldição da Catedral, da edição 109, foi uma das mais comentadas nesses quase dez anos de circulação. Elogios e críticas são comuns no jornalismo. O que chamou a atenção foi a natureza de determinados comentários.
Diversos leitores queixaram-se de que a revista prestou um desserviço à causa do Evangelho. Outros nos criticaram simplesmente por publicarmos o ocorrido – como se não fosse a divulgação de informação um dos deveres de ECLÉSIA, assim como proporcionar edificação e serviço aos seus leitores. Houve até quem dissesse que cometemos “julgamento” e “condenação”, agindo a serviço do inimigo...
Nada disso. O texto registrou os fatos, já que opiniões ou juízos são prerrogativas do leitor. Desde que surgiu, em novembro de 1995, ECLÉSIA mantém-se fiel à sua linha editorial única na imprensa evangélica nacional. A revista concebe pautas, apura e publica suas matérias de maneira independente, sem se curvar ao corporativismo, à promoção pessoal e ao jogo de interesses que caracteriza muitos setores da Igreja e da mídia cristã. Nada é pior para o leitor do que o jornalismo chapa-branca – a informação pela qual paga lhe chega manipulada pelas conveniências e ainda cobra por isso.
É devido ao rigor e à excelência profissional que norteia seu trabalho que ECLÉSIA recebeu o Prêmio Areté pela segunda vez. A homenagem é um reconhecimento à credibilidade e visibilidade da revista dentro de seu segmento. E fora também, levando-se em conta as dezenas de vezes que foi citada nas publicações jornalísticas seculares.
ECLÉSIA não tem intenção de semear contenda nem prejudicar quem quer que seja, muito menos a Igreja Evangélica e seus dirigentes. Se eventualmente apontamos equívocos e revelamos irregularidades, o fazemos com responsabilidade e zelo pela verdade. Se ocorrem escândalos e atos vergonhosos, a culpa por seus efeitos não deve ser atribuída a quem os noticia – mas sim, aos que os praticam.
Carlos Fernandes
Editor
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