Epístola
da redação
Um veterano em plena forma
Apesar da célebre estreiteza da memória nacional, que parece mais grave ainda no segmento evangélico, há personalidades que sobrevivem ao tempo. Sobretudo, quando ainda estão aí, à vista de todos, em plena atividade. É o caso de Luiz de Carvalho, que acaba de completar 80 anos e continua soltando o vozeirão por igrejas dos quatro cantos do país. Mais importante cantor da música evangélica brasileira, coube a ele pioneirismos como gravar o primeiro LP do gênero e introduzir o violão nos cultos – e isso lá pelos anso 1950, quando o instrumento era considerado profano demais para ser usado no louvor a Deus. Luiz de Carvalho, perdoem o lugar-comum, é uma lenda viva.
Nesta edição, ECLÉSIA homenageia o artista em sua reportagem de capa. Para os mais velhos, que ainda se deleitam com suas músicas gravadas em vinil, é uma chance para matar as saudades de um tempo que se foi. Para os jovens, acostumados à nem sempre consistente música gospel, a reportagem oferece a possibilidade de conhecer a trajetória de um veterano do louvor nacional. Qualquer que seja seu perfil, o leitor logo perceberá que trata-se de uma justa homenagem.
Por falar em tradição, este número traz também uma extensa reportagem sobre a Bíblia Sagrada. Mas não se trata de relembrar a história do livor dos livros, e sim, mostrar que o Brasil é hoje o campeão na produção das Escrituras. E o faz com brilho e excelência, oferecendo ao público versões e formatos cada vez mais caprichados no conteúdo auxiliar e no acabamento. Veja também a entrevista com o pastor Ronaldo Didini, que marcou época na TV brasileira com o extinto programa 25ª hora.Agora em Portugal, o religioso, que já foi dirigente de denominações como a Igreja Universal e a Igreja da Graça, fala sobre sua trajetória e revela a situação dos crentes brasileiros na Europa. “Eles são discriminados”, alerta.
Quase no fechamento desta edição, a redação de ECLÉSIA foi abalada por um triste acontecimento – a morte de dona Maria Zastavni, mãe de nosso repórter Marcos Stefano. Ela faleceu aos 61 anos, em Guarapuava (PR), onde morava. Apesar do luto, nosso consolo é saber que o Senhor enxuga dos olhos de seus servos toda lágrima e permanece junto deles mesmo no vale da sombra da morte, conforme promete o Salmo 23.
Carlos Fernandes
Editor
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