Epístola
da redação
O aquecimento global e todos os temas ligados à degradação ambiental entraram definitivamente na pauta das sociedades. Em todos os cantos do chamado planeta azul, cada vez mais dilapidado pela ação humana descontrolada, as pessoas se perguntam o que virá em seguida – e a reação da natureza, com enchentes, tornados e secas devastadoras, cada vez mais se faz sentir. Nunca antes, em sua trajetória, a humanidade e a qualidade de vida sobre a Terra se viu tão ameaçada como nesse início de século 21. E o quadro de destruição, para muita gente, é o cumprimento de parte do panorama narrado no Apocalipse como indício do fim dos tempos. A novidade é que a Igreja Evangélica, normalmente avessa aos debates e ações voltados à questão ambiental, também está se conscientizando de que algo precisa ser feito, e com urgência. É sobre isso a nossa reportagem de capa dessa edição. Baseada nos fatos, a reportagem traça um quadro sombrio da situação, ao mesmo tempo em que reforça a esperança de que existem saídas para o dilema que ameaça o homem e todas as espécies animais e vegetais do planeta. Se elas serão adotadas, ainda é difícil saber – mas o que fica claro é que o prazo para fazê-lo está se acabando.
Outro possível sintoma de que o fim pode realmente estar mais próximo do que se imagina é o aumento da brutalidade humana. Para falar sobre o agravamento da violência e suas implicações, ECLÉSIA ouviu o jornalista Percival de Souza. Experiente e premiado repórter policial, ele fez um trabalho destacado na cobertura do assassinato da menina Isabella Nardoni, crime que chocou o país. Crente desde sua mocidade, Percival fala nessa entrevista sobre como vive sua fé num ambiente conturbado como o da cobertura criminal.
Ainda há, claro, muito mais para o leitor em mais essa edição da revista evangélica do Brasil. Boa leitura!
Marcos Stefano
Editor |