Epístola
da redação
Existem algumas discussões e debates que nunca queremos entrar. Discutir política, religião, vida após morte. São coisas que muitos tem como verdade absoluta e inquestionável. Discutir se a vida no planeta ou a própria Terra derivou de uma explosão ou de uma palavra é um outro debate que a maioria das pessoas passa ao largo, certo? Errado. Um grupo de pesquisadores, criacionistas e evolucionistas, tem discutido, debatido e pesquisado sobre a teoria que por mais de um século foi tida como inquestionável: a Teoria da Evolução, de Charles Darwin. Durante todo esse tempo, porém, quem ousou criticar ou até questionar o darwinismo foi taxado de irracional, supersticioso e ignorante. Mas algo novo pode estar acontecendo. E, dessa vez, não é no seio da Igreja ou da religião. Mas no meio acadêmico e em laboratórios de grandes universidades do mundo todo. Cientistas questionando o darwinismo e apontando a Criação como única tese de fato racional para o surgimento da vida.
Afinal, todos – criacionistas e evolucionistas – concordam: Darwin nunca afirmou que Deus não existe, apenas mostrou que o mundo é inacabado e está em constante transformação.
Quebras de paradigmas antigos. Caminhos a serem refeitos.
Conceitos a serem revistos. Como amar o que é “idolatrado”. Amar e seguir o exemplo de uma personagem bíblica que, para mais de 60% dos brasileiros, é vista como santa, imaculada, semi-deusa. A matéria especial Dia das Mães fala de uma das maiores – senão a maior – mãe que já viveu e existiu. Viveu, foi mãe e existiu pela Graça de Deus. Maria, a virgem que concebeu, é renegada por evangélicos que temem vê-la como instrumento vivo e usado por Deus. Preferimos ser filhos só por “parte de Pai” e esquecemos que Deus é Pai, sim, mas pode ser Mãe.
Conversar sobre darwinismo e criacionismo sem ter que apelar a velhas fórmulas. Conversar sobre Maria, sem a culpa da idolatria. Conversar sobre ecumenismo, sem mudar de religião ou ter a fé abalada. Mudanças de conceitos e abertura a diálogos. É o que Eclésia deste mês propõe. E chama você, leitor, a uma boa conversa.
E uma boa leitura.
Regina de Oliveira
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